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S.p.A. Pane

* Especial Lançamento Coleção 2017 Pain d'Epice (Maturação Longa e Espontânea)

R$ 30,00

Pain d'Epice

A origem do Pain d'Epice é bem antiga.

Dados históricos mostram que tanto os antigos egípcios quanto os gregos já consumiam o pão com mel. O grego Aristófanes menciona em seus trabalhos a "Melitounta", um pão a base de farinha de gergelim, untada com mel.

Plínio relata que os romanos tinham grande apreço pelo "Panis Mellitus", um pão frito no mel, entretanto o estes foram apenas precursores de pão de especiarias como conhecemos atualmente.

O Pain d'Epice como conhecemos hoje, teve origem no Mi-Kong, um pão de mel chinês, já utilizado no século X e feito a partir de farinha de trigo, mel e, por vezes, complementados com plantas aromáticas . Textos do século XIII citam Mi-Kong como parte da ração dos cavaleiros de guerra de Genghis Khan que o espalharam entre os árabes pelo seus `poderes mágicos`.

Esta tradição chegou pelos mercadores venezianos a Europa, alguns historiadores dão a Marco Polo o mérito de ter apresentado aos monges o Mi-Kong. Assim, originalmente o Pain d'Epice foi fabricado em mosteiros.

É na Idade Média, durante as Cruzadas a terra santa que a Europa conheceu a receita que hoje conhecemos por ser de uso comum dos cavaleiros e junto as especiarias do oriente , que substituíam as plantas aromáticas, a produção ganhou escala.

A primeira menção de "Lebkuchen", o Pain d'Epice alemão é feito em Ulm em 1296 e, em seguida, ele se espalha para os mosteiros do Santo Império Romano.

Um texto relata que em 1453 o Pain d'Epice estava nas mesas dos monges cistercienses de Marienthal (Alsácia), por ocasião do Natal, daí a tradição natalina do Pão

No século XVII, em Reims, foi oficializada a produção como algo real. O rei escolheu vinte mestres Boulangers como os autorizados a produzir o Pain d Épice Real. Somente eles que levavam o nome de Patissirers de Pain d'Epice tinham autorização para produzir a iguaria. Em 1571, Arcebispo de Reims com a anuência do rei Henry IV pouco tempo depois, concede o estatuto social de corporação aos Patissiers autorizando a produção do Pain d'Epice Oficial e Real de Reims.

Durante o Renascimento, o "Lebküchler" (Boulangers do Pain d'Epice) eram tão numerosos na Alsácia que eles tinham a sua própria corporação cujo emblema era um pretzel na boca de um porco selvagem talhado em madeira instalado em cima da porta de entrada da oficina.

Em 1643 os estatutos da Alsácia proibem corporações acumulando os comércios de boulanger tradicional e Boulanger do Pain d'Epice.

Disseminado na cultura da Alsacia como tradicional, real e sacrosanto o pão se torna simbolo do natal na região.

Sua fama roda a Europa tomando conta primeiramente da França e a posteriore do norte Italiano e sul Inglês.

Infelizmente o Pain d'Epice perdeu muito da sua tradição com o advento do Panettone.

Para se manter o espirito do Pain d'Epice natalino, os Boulangers criaram o Gingerbread biscuit, famoso biscoito natalino com formato de bonequinhos.

Hoje são inúmeras receitas que encontramos do Pain d'Epice, mas tradicionalmente o Pão é composto por mel, especiarias e frutas.

Nessa releitura teremos um pão de longa e natural fermentação composto por um blend de farinhas integrais e naturais. O tom cítrico da laranja e limão equilibra com as especiarias e o mel tradicional neste pão. As frutas e nozes completam o tom natalino.

 


 

Características

Escala 0 a 5 (do menos intenso ao mais intenso)


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